História

A questão é não apenas gostar de música. Mas viver a Música. Não somente o sonho adolescente de ser um “rockstar”; também a certeza de viver apaixonadamente. Sentir na boca o gosto de ousar: pode-se viver da música e para a música; sobretudo, deve-se amá-la.

Em 1998 comecei a aprender violão. Não bastava escutar os discos, queria tocar aquelas músicas, sentir ao máximo o que havia dentro de cada canção. Nessa época já conversava muito com o Trevis, um amigo de escola, também aficionado por música.

Não demorou muito até encontrar o Leo, que esboçava uma banda c/ dois amigos, um deles meu primo. E de ensaio em ensaio, o prazer da música se transformou em algo vital. Era necessário agora criar, inventar, construir maneiras próprias de expressão: começamos a compor. Era o ano de 2001.

E as músicas próprias, as nossas músicas, passaram a ser a razão da reunião de domingo; tínhamos uma banda, e queríamos mostrar para todos o que estávamos cantando. Pensávamos grande.  E o Trevis, antes um amigo-expectador, comprou a idéia. Agora era viver para a música.

Primeiro Leo Lopes, vocalista, misto de samba e guitarras distorcidas. Voz para cantar os pensamentos e os sentimentos e o desejo de continuar andando. Depois, Rafael Nunes, baixista e introspectivo. Negro. Alguém para olhar alucinadamente através do espelho – ou de um copo de bebida – em busca de qualquer coisa interessante. Finalmente, Daniel Trevis, guitarrista, inventor de melodias que realçam e abraçam cada pedaço de idéia, cada ponto escondido em versos ou pedidos.

Então os Beatles; a MPB; o suingue-funk-soul, o Funk Como Le Gusta; as vozes femininas de Elis, Marisa, Cássia, Joss; o Samba-canção; o bom e velho Rock And Roll.

No meio de 2004 estava quase tudo pronto. Já existia Vulgo Fred. Mas faltava uma última peça; que desse firmeza, pegada, fúria, precisão àquilo que já fora criado, composto, gravado e regravado tantas vezes. Faltava um baterista. Começava a procura.

Outubro de 2005: a solução-revolução. Felipe Berg foi pensado, por seis meses repensado, amigo de faculdade de Rafael. Um baterista-ator.  Um toque de virtuosismo, como fagulha que inicia a combustão. A prova de que todos os estilos musicais são uma mesma paixão. E podem caminhar juntos.

“Alguém Pra Contar Histórias”? O primeiro disco, o primeiro passo. E o que mais puder ser. O céu é o limite: a vida nunca termina. Vulgo Fred na estrada, palavras e rimas.

A música é o caminho, a paixão é o combustível: e isso é Vulgo Fred.

Cante. Sinta. Ouça.

(Rafael – O baixista)